Mjiba

A palavra Mjiba é originária de Zimbabuê, da língua chona e significa Jovem Mulher Revolucionária. Mjibas foram mulheres guerrilheiras que enfrentaram as tropas britânicas e lutaram pela independência do seu país. Esta história foi colhida no livro Zenzele – uma carta para a minha filha, da escritora Nozipo. E em 2001, a poeta Elizandra Souza criou um fanzine, utilizando o termo e publicou esse informativo até 2005, com textos sobre a cultura negra, poesias e hip hop.

foto equipe

Primeira edição - 2004 

Em 2004, foi criado o evento Mjiba em Ação pelas jovens mulheres negras Elizandra Souza, Elisângela Souza e Thais Vitorino moradoras da região do Grajaú, periferia da Zona Sul, após encontros com outras mulheres nas plateias de vários eventos de hip hop, nos quais presenciaram a invisibilidade e ausência do protagonismo de mulheres negras nos palcos. Foi escolhido o dia 25 de julho – dia da mulher negra/ afro latina e caribenha. Esta data foi criada em 1992, por mulheres negras ativistas de vários países que se reuniram na República Dominicana para criar politicas públicas para nós, mulheres negras afro latinas e caribenhas. Este primeiro evento foi realizado em 1º de agosto de 2004, no Teatro do CEU Três Lagos, com shows de grupos femininos de Rap: Fase, Autarquia, Cindy, Harmattã e Pretas Mil, sarau e exposição de poesias. O segundo evento aconteceu no dia 07 de agosto de 2005 com Ieda Hills, Zenzele e convidadas.

Segunda edição - 2005

Em 2005 o Coletivo Mjiba em Ação foi convidado para atuar na rádio comunitária Nova Sul FM, na Cidade Ademar. O programa levava o mesmo nome do coletivo e era transmitido todos os domingos, das 19h ás 21h. Esse projeto teve curta duração, pois foi o período em que as fiscalizações estavam fechando todas as rádios comunitárias da Cidade de São Paulo.

publico 2012Terceira edição - 2012

Em 2012 o Coletivo Mjiba em Ação recebeu mais uma integrante Elei Rocha e foi contemplado pela primeira vez com o Programa VAI – 2012 e realizou o 3º Mjiba em Ação no dia 29 de julho de 2012 com as convidadas: Música- Ieda Hills, Denna Hill convida MC Soffia e Tarja Preta. Discotecagem: DJ Vivian Marques. Poesia – Raquel Almeida, Preta Soul e Priscila Preta. Bate Papo: Luciane Barros, Luciana Dias e Paula Jalu. Dança: B. Girl Deise Miranda. Encerramento: Recital Corações em Punga (percussão, dança e poesia). Neste mesmo ano, publicou o livro de poesias "Águas da cabaça" de Elizandra Souza totalmente elaborado pelas mulheres negras: Nina Vieira (projeto gráfico), Salamanda Gonçalves (ilustração da capa), Renata Felinto (ilustrações dos capítulos), Mel Adún (prefácio), Priscila Preta (Posfácio) e Carmen Faustino (revisão).

pretextos autorasQuarta edição - 2013

Em 2013, teve a saída de Elei Rocha e uniu-se ao Coletivo as integrantes Carmen Faustino e Elidivânia Souza e realizou-se o 4º Mjiba em Ação novamente subsidiado pelo Programa VAI/ 2013 e pela primeira vez as crianças foram contempladas como público com contação de histórias de Kiusam Oliveira e o espetáculo Mjiba realizado pela Trupe Liuds. Música: Janine Mathias (Curitiba) e Izzy Gordon. Poesias: Rose Dorea, Tiely Queen e Tula Pilar. Bate-papo e exposição sobre empreendedorismo cultural com Raquel Deeanto, Ana Paula Xongani e Michelle Fernandes – Boutique de Kriola e marcas como Preta Rainha, Chinelos Manekas e Bonecas Makenas. Encerramento com o Grupo Umoja. Cenário: Ju Bernardo. Em outubro aconteceu o lançamento da Antologia Pretextos de Mulheres Negras com 22 autoras e organização de Carmen Faustino e Elizandra Souza.

mjibas terra fertilQuinta edição - 2014

Em 2014, o Projeto Mjiba: Espalhando Sementes contemplou a 5ª edição comemorativa de 10 anos (2004-2014) do Mjiba em Ação, que aconteceu dia 03 de agosto de 2014. Com as convidadas DJ Vivian Marques. Música: Amanda NegraSim e Luciana Oliveira. Especial Crianças: Trupe Liuds (Palhaços). Poesias: Formiga, Mahu Ma e Jenyffer Nascimento. Bate-papo: Saúde da Mulher Negra – Capulanas Cia de Arte Negra. Exposição de fotos "Mjiba – Espalhando Sementes" de Chaia Dechen e Tejota Joaquim. Cenografia: Ju Bernardo. Graffiti: Crica. Exposição de artigos afros e livros produzidos por mulheres negras. Encerramento com Nega Duda. Neste mesmo projeto foram realizadas vivências com Flávia Rosa e Ju Bernardo. E em outubro, o lançamento do livro Terra Fértil, de Jenyffer Nascimento.

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